sábado, 2 de março de 2013

Poema de Ana Paula Coelho Antunes


Na cegueira dos olhos abertos


Os ruídos da mente
mentem
penetram nos poros infindos,
absorvem o silêncio
…calam a consciência 
destroem a lucidez.

A consciência no meio da azáfama
da mente inquieta
busca para lá de si
as razões que quer envolver
(resolver sem ver)

Distraí-se…

Abstraí-se…

Da realidade com luz.

As raízes brotam do escuro
e à claridade 
ofertam as pétalas de veludo
os aromas aprazíveis,
elevados ao azul celeste
que cobre todos os universos

Mas nem todos
o observam…
Na cegueira de olhos abertos
amarrados à cintura
com o peso alquímico 
das pedras sem filosofia…

Na distracção constante
dos elos mais importantes
(imponentes) 
aqueles que sustem a vida
a paz em amor pleno e genuíno.

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